Caminhada “Faça Bonito” mobiliza Buritis na luta contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

"Hoje eles caminharam. Amanhã, se precisarem, eles saberão que podem falar. E nós, adultos, saberemos ouvir." Talvez seja esse o maior legado de um dia como este: a certeza de que, enquanto houver uma flor laranja nas ruas de Buritis, nenhuma criança estará verdadeiramente sozinha.
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Por Abraão de Sousa – Alerta Buritis | DRT-2022/RO – É permitida a reprodução parcial ou total da matéria, desde que citada a fonte. Lei nº 9610/98

Evento reuniu  estudantes da rede municipal e estadual, além de alunos da APAE e ASLOB, em um grito que ecoa por proteção à infância

Na manhã desta sexta-feira (15), a cidade vestiu a camisa da campanha “Faça Bonito” e foi às ruas para dizer, em alto e bom som, que a proteção dos pequenos é um dever de todos.

A concentração teve início logo nas primeiras horas do dia, quando o movimento ainda era tímido. Mas não demorou para que o burburinho de mochilas, tênis brancos e camisetas alaranjadas tomasse conta do ponto de encontro. Alunos da rede municipal, da rede estadual de ensino, educadores, pais e voluntários se reuniram com um único propósito: lembrar à população que o silêncio diante da violência sexual contra crianças é cumplicidade.

O trajeto seguiu pelas Avenidas Porto Velho e Rondônia,  artérias importante, onde o eco  das palavras de ordem reverberou entre os prédios. Crianças e Adolescentes, muitos deles na faixa etária mais vulnerável a esse tipo de crime, caminhavam lado a lado com professores, que aproveitaram o momento para conversas pontuais sobre identificação de sinais de abuso e canais de denúncia.

O encerramento na praça Jonas Ferreti, não significou o fim da missão. Muito pelo contrário. Organizadores reforçaram que a caminhada é apenas um dos muitos elos de uma corrente que precisa se fortalecer diariamente. 

Em Buritis, assim como em milhares de cidades brasileiras, os números oficiais de abuso sexual contra crianças e adolescentes ainda são considerados a ponta de um iceberg. Muitos casos jamais chegam ao conhecimento das autoridades. O medo, a vergonha e, muitas vezes, a dependência financeira do agressor mantêm as vítimas em cárcere particular de dor e sofrimento. Por isso, cada vez que uma criança ou um adolescente segura um cartaz e desfila pelas avenidas, ela não está apenas levantando uma bandeira  está, acima de tudo, quebrando o ciclo do medo.

 

 

 

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