Por Abraão de Sousa – Alerta Buritis | DRT-2022/RO É permitida a reprodução parcial ou total da matéria, desde que citada a fonte. Lei nº 9.610/98.
1.249. Esse foi o número de pacientes que marcaram consultas nas unidades de saúde de Buritis durante o mês de agosto e não compareceram. Não avisaram, não cancelaram e, em muitos casos, simplesmente deixaram de ir.
Um número tão alto não pode ser tratado apenas como uma estatística. Cada falta representa um horário reservado que poderia ter sido utilizado por outra pessoa. Alguém que talvez esteja esperando há dias ou até semanas por uma consulta e que poderia ter sido atendido naquele mesmo espaço.
É preciso reconhecer também que, no SUS de Buritis, existem consultas e profissionais disponíveis para atender a população. A rede municipal organiza suas agendas dentro da estrutura existente e busca atender o maior número possível de pessoas. Quando um paciente marca uma consulta e não comparece sem avisar, acaba prejudicando o funcionamento desse atendimento.
E o problema não termina ali. Uma vaga perdida dificilmente pode ser reaproveitada em cima da hora. Enquanto isso, há pessoas aguardando uma oportunidade para serem atendidas, muitas delas enfrentando dores, preocupações e problemas de saúde que não podem simplesmente ser adiados.
Por trás das 1.249 faltas existem histórias que não aparecem nos números. Existe quem precisou reorganizar o trabalho, deixar os filhos com alguém ou enfrentar uma longa espera para conseguir uma consulta. Quando uma vaga é desperdiçada, outra pessoa pode perder a chance de ser atendida.
Por isso, o pedido da Secretaria Municipal de Saúde de Buritis é simples: agendou, compareça. Se não puder ir, avise com antecedência.
Avisar não é apenas uma questão de educação. É uma atitude de responsabilidade com o serviço público e, principalmente, com o próximo.
O SUS pertence a todos. É mantido com recursos públicos e funciona graças ao trabalho diário de médicos, enfermeiros, agentes de saúde, recepcionistas, gestores e tantos outros profissionais. Mas o bom funcionamento desse sistema também depende da colaboração de quem utiliza o serviço.
Que os números de agosto sirvam como um alerta, não como uma sentença. Que os próximos meses apresentem uma realidade diferente, não porque diminuiu a procura por atendimento, mas porque aumentou a responsabilidade de cada usuário.
Faça a sua parte. Avise quando não puder comparecer. Compareça quando marcar. Use o SUS com responsabilidade.
No fim, cuidar da saúde de uma cidade também significa cuidar do que pertence a todos.



