Apenas 14 dos 58 lotes ofertados no leilão dos bens do antigo Supermercado Gonçalves foram arrematados na primeira etapa de lances. A nova chamada para ofertas já foi aberta e segue até 26 de abril, pelo site da leiloeira.
Nesta chamada, o lance mínimo de cada produto é equivalente a 70% do valor de avaliação. Ainda estão disponíveis: imóveis, veículos e sucatas que vão de R$ 6 mil (sucata de veículo ano 2002) a R$ 21,8 milhões (indústria na BR-364, em Porto Velho).
Entre os bens vendidos na primeira chamada estão a loja da avenida Jatuarana, na Zona Sul (R$ 13,2 milhões), o terreno de 7 mil m², na avenida Jorge Teixeira (R$ 8,1 milhões), além de 11 caminhões e uma sucata de carro de passeio da frota da massa falida.
Se finalizadas com sucesso, as compras da primeira chamada devem arrecadar R$ 22,4 milhões. Ao final de todo o leilão, o recurso deve ser usado para liquidar as dívidas deixadas pela empresa falida, entre elas, os salários atrasados de mais de 1 mil ex-funcionários, além de fornecedores e instituições bancárias.
Veja os principais bens que estão disponíveis na 2ª chamada:
- Granopan – incluindo o imóvel na BR-364, móveis, equipamentos e sucatas – R$ 21,8 milhões
- Loja Guanabara – incluindo o imóvel, móveis, equipamentos e sucatas – R$ 13,7 milhões
- Loja Abunã – incluindo o imóvel, móveis, equipamentos e sucatas – R$ 7,3 milhões
- Loja Calama – incluindo o imóvel, móveis, equipamentos e sucatas – R$ 8,9 milhões
- Loja Raimundo Cantuária – incluindo o imóvel, móveis, equipamentos e sucatas – R$ 7,1 milhões
- Terreno na Avenida Almirante Barroso, 2178, bairro Nossa Senhora das Graças em Porto Velho – R$ 4,1 milhões
- Imóvel rural Cergon, com 8 mil hectares, na BR-364 em Porto Velho – R$ 2,4 milhões
Se ainda restarem bens não vendidos após a “batida virtual do martelo” no dia 26 de abril, uma terceira chamada será aberta sem fixação de lance mínimo. A terceira etapa vai até 10 de maio.
Supermercado Gonçalves
A rede de supermercados Gonçalves começou com a primeira loja inaugurada na rua Guanabara, em 1990. Nos anos seguintes, foram abertas mais cinco lojas em Porto Velho, além de outras em Rio Branco (AC), Ariquemes (RO), Ji-Paraná (RO) e Buritis (RO). O grupo também abriu uma fábrica de panificação, a Granopan, e um empório entre 2013 e 2014.
Em 2016, a empresa entrou em recuperação judicial e, sem conseguir organizar as contas, acabou com a falência decretada em julho de 2019. Mais de 1 mil funcionários ficaram sem receber salários atrasados ou direitos trabalhistas e buscaram a Justiça. Eles constam entre os credores que esperam receber após a liquidação dos bens da massa falida.
Fonte: G1















