Em um relato extenso nas redes sociais, a jovem Jarlilsa Souza, ex-funcionária do supermercado Gonçalves, é uma das colaboradoras entre os demais que ficaram desamparados sem receber salário e as obrigações de rescisão de contrato de trabalho, desde quando o supermercado fechou as portas.

O RELATO
A jovem inicia o texto afirmando que fez parte do quadro de funcionários, e que havia uma desconfiança e logo os boatos se iniciaram, dando conta que a empresa iria fechar as portas.
O ENCARREGADO
Logo que o bochicho de fechamento da empresa se espalhou internamente, os funcionários foram chamados pelo encarregado para uma reunião de urgência. Minutos antes, os gerentes já tinham conversado com o encarregado e recebeu instruções.
NA REUNIÃO
O encarregado queria saber qual o funcionário que estava espalhando a notícia no interior da empresa, e tratou de desmentir a notícia de fechamento, afirmando que não passava de boatos.
OS SALÁRIOS X BOATOS
Neste momento, os funcionários já sentiam na pele a situação de salários atrasando mais de oito dias. Isso, sem contar que eram obrigados a assinar os contracheques como se todos tivessem recebido o salário após 30 dias de trabalho. Era uma questão de acreditar ou não nos boatos.
OUTRO FATOR, O ESTOQUE!
Além do salário, um outro dilema era a situação do estoque, que logo foi diminuindo e não chegava mais aqueles horrores de caminhões para abastecer o conhecido supermercado.
FALSA IMPRESSÃO
Jarlilsa ainda relata que eram obrigados a fazer uma tal de “reposição de frente” que é aquela medida que todos o comércio tomam, quando falta o produto. Pega-se os itens e arruma-se bem na frente da prateleira.

AINDA NA REUNIÃO
Um dos assuntos que ficou grudado na mente dos trabalhadores era que um comprador chegou a ir no mercado; que o proprietário do Gonçalves afirmou que não iria fechar as portas; que todos ficassem tranquilos, pois na sexta-feira um caminhão chegaria para repor todas as mercadorias.
SEXTA NÃO, SÁBADO!
Então, após dias chegou a sexta-feira e nada de caminhão, porém no sábado lá estava o caminhão. Alegria para todos, pois o que fora conversado na reunião estava se cumprindo.
PORÉM…
O caminhão que chegou, estava vazio e era para levar os restante da mercadoria que ainda estava no estoque. E agora?
A PROMESSA
Cheio de incerteza, novamente os trabalhadores receberam ordens de juntar todas as mercadorias para dentro do caminhão, que ao término, o proprietário conversaria com todos.
ENGANADOS
Ao término, narra Jarlilsa que, “ficaram como cachorros abandonados, sem resposta alguma”, enganados na famosa “cara dura”.
HÁ 3 ANOS
Os anos se passaram e até o presente momento nada. Unidos, os funcionários travam na justiça uma luta finalmente receberem. Jarlilsa até questiona: “As Leis Trabalhistas que deveriam nos proteger, não estão sendo suficientes para a justiça?”.
PARA FINALIZAR
Esse é o drama que enfrenta Jarlilsa e mais de 100 funcionários do supermercado Gonçalves, no Acre. Em Rondônia, cerca de mil funcionários estão na mesma situação. Bens foram leiloados pela justiça e até o presente momento arrecadou-se mais de R$ 70 milhões, no entanto, o dinheiro continua parado em uma conta na Justiça do Trabalho.



