PROCON VAI MULTAR EXTRA POR DISCRIMINAÇÃO E MÉTODO VEXATÓRIO DE COBRANÇA APÓS ENTREGA DE BANDEJA SEM CARNE EM UNIDADES DE SP

O Procon disse nesta terça-feira (19) que irá multar a rede de supermercado Extra por discriminação e método vexatório de cobrança.
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O Procon disse nesta terça-feira (19) que irá multar a rede de supermercado Extra por discriminação e método vexatório de cobrança. A medida será aplicada após uma cliente do Extra do Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo, denunciar nas redes sociais que o mercado entrega bandejas vazias de carne até que o valor do produto seja pago no caixa.

Na segunda (18), a reportagem do g1 verificou que a prática também ocorreu na unidade do Cambuci, na região central. Funcionárias das duas unidades disseram que a estratégia é usada para evitar roubos.

Segundo o diretor do Procon, Fernando Capez, se for comprovado que a prática era adotada por unidades de determinados bairros, a autuação poderá ser feita com base no faturamento global e chegar a R$ 10,9 milhões.

“Vai ser apurado e pode ser que a multa seja aplicada com base no faturamento global, e a empresa que vá se defender depois”, disse Capez ao g1 por telefone.

“É inaceitável critérios de discriminação, em razão do local ou porque qualquer outro critério. Se em outros estabelecimentos, em outros bairros, não existe esse tipo de exigência, não se justifica que a população do Jardim Ângela seja submetida a um vexame”, disse o diretor em um vídeo divulgado pelo Procon nesta terça.

Caso tenha sido uma determinação do gerente da unidade, o valor será aplicado com base no faturamento da loja.

Nas unidades Brigadeiro Luís Antônio, na Bela Vista, e na unidade Jardim Cocaia, em Guarulhos, o procedimento não foi adotado nesta segunda (18). Os clientes receberam a carne no açougue da loja normalmente.

Em nota, a empresa admitiu que a prática não é pontual, mas declarou que não “não faz parte de sua política de atendimento” e que se trata de “uma falha de procedimento”. O Extra declarou ainda que toda a rede “tomou providências para que a prática fosse imediatamente descontinuada”.

“Achávamos que era uma loja e, não sendo, estamos fazendo o que é possível internamente para que isso não aconteça mais e para que sigam o procedimento padrão”, declarou a assessoria de imprensa do Extra, por telefone.

Fonte: G1

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