Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth, é internado por ‘medida de precaução’ após se sentir mal

Aos 99 anos, ele 'deve permanecer no hospital para alguns dias de observação e descanso', diz comunicado. Consorte britânico se retirou da vida pública em 2017.
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O Palácio de Buckingham informou nesta quarta-feira (17) que o príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, foi internado no hospital King Edward VI por medida de precaução.

“A internação do duque é uma medida de precaução, a conselho do médico de Sua Alteza Real, após ele se sentir mal. O duque deve permanecer no hospital para alguns dias de observação e descanso”, diz comunicado.

 

A última notícia envolvendo a saúde do casal real britânico saiu em janeiro, quando príncipe Philip e a Elizabeth II tomaram a vacina contra a Covid-19. Um médico aplicou o imunizante no Castelo de Windsor.

De acordo com a emissora britânica BBC, a Família Real quis deixar claro que a rainha foi vacinada para evitar especulação sobre o tema. Não foi informado qual vacina eles receberam — o Reino Unido utiliza atualmente os imunizantes da Pfizer/BioNTech e de Oxford/AstraZeneca.

Elizabeth II tem 94 anos, e Philip, 99. Os dois, portanto, estão no grupo de risco para a Covid-19 devido à idade avançada e se encontram nas faixas de prioridade para a vacinação no país, que começou em dezembro.

Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth, deixa hospital em Londres em 2019 — Foto:  REUTERS/Hannah McKay

Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth, deixa hospital em Londres em 2019 — Foto: REUTERS/Hannah McKay

Perfil do príncipe Philip

 

O duque de Edimburgo detém o recorde de longevidade de todos os consortes ingleses. Ele serviu à Marinha durante a Segunda Guerra. Sua aposentadoria como figura pública foi anunciada em maio de 2017.

Tataraneto da rainha Victoria como a própria Elizabeth e de ascendência alemã, Philip nasceu em 10 de junho de 1921 na ilha grega de Corfu, como príncipe da Grécia e da Dinamarca, quinto filho e único homem da princesa Alice de Battenberg e do príncipe Andrew da Grécia.

Aos 18 meses, foi retirado, dentro de uma caixa de laranjas, em um barco britânico com o resto de sua família quando a república helênica foi proclamada e seu tio, o rei Constantino I – avô da rainha Sofia da Espanha – teve que se exilar.

Depois de encontrar refúgio perto de Paris, seu pai começou a frequentar os cassinos de Monte Carlo e a mãe, depressiva, se refugiou em um convento.

Philip tinha 1dez anos. Deixado com parentes distantes, estudou em colégios na França, Alemanha e Grã-Bretanha até ser enviado para um austero internato escocês.

Ingressou posteriormente na Marinha Real britânica e participou ativamente nos combates durante a Segunda Guerra Mundial no Oceano Índico e no Atlântico.

Era um jovem de 18 anos quando conheceu Elizabeth, antes da guerra. Lilibeth, como era chamada por sua mãe, tinha 13 anos e se apaixonou. Os dois se casaram oito anos depois, em 20 de novembro de 1947. Philip, nomeado duque de Edimburgo, teve que renunciar aos seus títulos de nobreza anteriores e a sua religião ortodoxa, convertendo-se à Igreja Anglicana.

Em fevereiro de 1952, a morte prematura de seu sogro, o rei George VI, marcou o fim de sua carreira de oficial na Marinha e deu início ao período como príncipe consorte.

“Acredito que cumpri com a minha parte”, declarou em uma entrevista à BBC em 2011, quando completou 90 anos e anunciou que deixaria de ser o patrono de algumas fundações.

A conhecida franqueza de Philip não foi abalada pelo politicamente correto. Em uma ocasião, um menino disse que gostaria de ser astronauta, e o duque respondeu: “Nunca poderá voar, está muito gordo”.

À ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que quase morreu em um ataque dos talibãs por defender o direito de educação das meninas, disse que “os pais enviam as crianças para a escola porque não as querem em casa”.

Ao ser questionado se gostaria de visitar a União Soviética, fez referência ao destino dos Romanov: “Eu gostaria muito de ir à Rússia, mas os bastardos assassinaram metade da minha família”.

Árvore genealógica da família real britânica. — Foto: Arte G1

 

 

 

 

FONTE: G1 

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