Preço médio da gasolina sobe para R$ 6,18 e diesel para R$ 4,95 em Porto Velho, diz ANP

Em setembro, alta da gasolina foi de 1,64% durante um mês. Na capital, litro da gasolina já chega ao valor máximo de R$ 6,29, segundo pesquisa.
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O preço médio da gasolina subiu 1,64% em Porto Velho durante o mês de setembro e, com isso, outubro começou com o litro sendo comercializado a R$ 6,18. Os dados fazem parte da mais recente pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A gasolina é a mais cara desde agosto do ano passado, quando na época o litro era comercializado a R$ 4.Em pouco mais de um ano, o valor da gasolina subiu 54,5%.

Em relação ao preço mínimo e máximo da gasolina encontrado pela ANP, o valor varia atualmente de R$ 5,99 a R$ 6,29 nos postos da capital. Esse valor de R$ 6,29 já era encontrado em posto da capital desde 21 de setembro.

Já o valor do diesel subiu 2,43% em setembro, saindo de R$ 4,83 para R$ 4,95, em média.

 

Ainda segundo a ANP, esse é o maior valor da série histórica de monitoramento de preços.

Neste começo de outubro, segundo a ANP, o etanol está sendo vendido pelo preço médio de R$ 4,46 na capital.

Subindo sem parar desde o início de maio, o litro do etanol já está R$ 0,51 mais caro do que o diesel.

No dia 17 de julho o valor médio do litro do etanol ficou acima dos R$ 5 pela primeira vez e desde então o valor não reduziu para a casa dos R$ 4.

Composição preço da gasolina

 

A composição do preço da gasolina é formada pelo preço exercido pela Petrobras nas refinarias, mais tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) e estadual (ICMS), além do custo de distribuição e revenda.

Segundo a ANP, o preço médio da gasolina subiu mais de 22% nos postos de Porto Velho entre 1° de janeiro e 31 de julho.

Como a Petrobras é dominante no mercado, a influência do preço da gasolina começa com a empresa, mas também há a venda de empresas privadas.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel

Além de impostos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide), a diferença entre os preços das refinarias para o preço cobrado do consumidor sofre influência dos lucros do produtor ou importador, custo do etanol anidro (no caso da gasolina) e do biodiesel (no caso do diesel) e margens do distribuidor e revendedor.

A maior fatia do preço da gasolina é formada por impostos. Somados, o ICMS, o PIS/Pasep e Cofins somam 44% do valor final, sendo 29% para o primeiro e 15% para os demais. O que fica para a Petrobras (a realização ) são 29% do preço final.

Com a alta do preço da gasolina nas bombas dos postos, o governo de Rondônia informou que o imposto sobre o combustível não é reajustado há cinco anos no estado (e nem reduzido).

Fonte: G1-RO

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