A Justiça Federal de São Paulo arquivou a investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suspeita de tráfico de influência internacional para favorecer a empreiteira OAS.
Além de Lula, outras pessoas também deixaram de ser investigadas pela Polícia Federal (PF).
Entre elas o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, o ex-executivo da OAS Augusto Uzeda, e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamoto.
A investigação da Polícia Federal era baseada na delação premiada de Léo Pinheiro. A decisão é da juíza federal Maria Carolina Ayoub, da 9ª Vara Federal de São Paulo.
Na avaliação da magistrada, não há elementos suficientes para continuar a apuração contra o ex-presidente. Além disso, os crimes imputados a Lula já teriam prescrito.
A decisão da juíza por arquivar o caso atendeu um pedido da defesa do ex-presidente e do Ministério Público Federal (MPF).
Os advogados do ex-presidente argumentaram que a versão de Léo Pinheiro não foi confirmada por nenhuma das pessoas ouvidas pela PF.
O empresário havia dito em seu acordo que o então presidente Lula teria sido contratado pela OAS para realizar palestra na Costa Rica em 2011 com o objetivo de influenciar dirigentes daquele país a fazer negócios com a construtora. Mas num novo depoimento, Léo Pinheiro negou o pagamento de vantagem indevida ao ex-presidente.
ANULAÇÃO DAS CONDENAÇÕES DE LULA NA LAVA JATO
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Fonte: Por G1 SP



