Passa de 80 o nº de mortos em atentado no aeroporto de Cabul

Agência de notícias Reuters diz que são 85 óbitos, incluindo os 13 soldados americanos. Rede de televisão CNN diz que são mais de 90 afegão mortos, segundo o ministro da Saúde talibã.
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Soldado do Talibã monta guarda nesta sexta (27) no local dos dois atentados suicidas que mataram dezenas de pessoas, incluindo 13 soldados americanos, no aeroporto internacional de Cabul na quinta (26) — Foto: Wakil Kohsar/AFP

Mais de 80 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos, no atentado terrorista do Estado Islâmico-Khorosan no aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão, na quinta-feira (26).

A agência de notícias Reuters diz que são 85 óbitos, citando duas autoridades do Talibã, e a rede de televisão CNN diz que são mais de 90 afegãos e mais de 150 feridos, segundo o ministro da Saúde talibã.

As forças de segurança americanas estão em alerta para a possibilidade de mais ataques nesta sexta-feira (27), mas os voos de retirada de estrangeiros e afegãos não pararam ontem e continuam hoje (veja no vídeo abaixo).

Cerca de 12,5 mil pessoas foram evacuadas na quinta, mesmo com o atentado, elevando para 105 mil o número de retirados do Afeganistão desde o dia 14, segundo a Casa Branca.

 

Atentados em Cabul: operações de retirada continuam nesta sexta (27)
Atentados em Cabul: operações de retirada continuam nesta sexta (27)
Corpos de afegãos mortos no atentando no aeroporto de Cabul são colocados no chão em um hospital da capital do Afeganistão nesta sexta (27), um dia após as explosões que deixaram dezenas de vítimas — Foto: Wali Sabawoon/AP

Corpos de afegãos mortos no atentando no aeroporto de Cabul são colocados no chão em um hospital da capital do Afeganistão nesta sexta (27), um dia após as explosões que deixaram dezenas de vítimas — Foto: Wali Sabawoon/AP

As explosões ocorreram perto do portão Abadia, onde a segurança é feita pelos Estados Unidos, e o ataque foi assumido pelo braço afegão do Estado Islâmico (EI-K), um grupo extremista rival do Talibã.

As informações até o momento são que dois homens-bomba e homens armados atacaram afegãos que se aglomeravam no portão, na tentativa de sair do país, e também soldados americanos que faziam a triagem para os voos de evacuação (veja mais abaixo).

Imagem de satélite feita na segunda (23) mostra a área do portão da Abadia do aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul. As explosões ocorreram perto do portão, segundo o Pentágono — Foto: Maxar Technologies via AFP

Imagem de satélite feita na segunda (23) mostra a área do portão da Abadia do aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul. As explosões ocorreram perto do portão, segundo o Pentágono — Foto: Maxar Technologies via AFP

Mapa identifica área das explosões próximas ao aeroporto de Cabul — Foto: Arte G1

Mapa identifica área das explosões próximas ao aeroporto de Cabul — Foto: Arte G1

O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, condenou o atentado, afirmando que “o Emirado Islâmico [do Afeganistão] condena veementemente o bombardeio de civis no aeroporto de Cabul, ocorrido em uma área onde as forças dos EUA são responsáveis pela segurança”.

Estado Islâmico-Khorosan (EI-K) é mais radical do que o Talibã e criticou o acordo de paz assinado com os EUA que resultou na retirada estrangeira do Afeganistão.

O presidente americano, Joe Biden, disse que não vai perdoar o ataque e vai caçar os responsáveis. “Não vamos perdoar. Não vamos esquecer. Vamos caçá-los para fazer vocês pagarem”, afirmou Biden, ressaltando que “esses terroristas do Estado Islâmico não vão ganhar” (veja no vídeo abaixo).

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Mais de 100 mil pessoas evacuadas

 

O aeroporto internacional Hamid Karzai é a única porta de saída para milhares de estrangeiros e afegãos que tentam, desesperados, deixar o país nos voos de retirada dos países ocidentais.

Cerca de 12,5 mil pessoas foram evacuadas na quinta, mesmo com o atentado, elevando para 105 mil o número de retirados do Afeganistão desde o dia 14, na véspera de o Talibã tomar a capital Cabul e voltar a poder após 20 anos.

Segundo o jornal “The New York Times”, ao menos 250 mil afegãos que trabalharam para os EUA ainda não foram retirados do país — e o atual ritmo de evacuação não é suficiente para retirar todo mundo até terça-feira (31).

A data limite foi estipulada pelo presidente americano, Joe Biden, no começo de julho, que recusou os pedidos de aliados para adiar a saída definitiva do Afeganistão. O Talibã já disse, reiteradas vezes, que não aceita a prorrogação do prazo.

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