Paralisação do transporte coletivo em Porto Velho termina após 3 dias

Segundo a Semtran está marcada para sexta-feira (24) uma reunião no TRT para debater sobre os pagamentos dos salários atrasados. Consórcio SIM alega que enfrenta problemas econômicos, financeiros e desequilíbrio no sistema.
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Três dia após os trabalhadores realizarem uma paralisação por causa de atrasos nos pagamentos de salários, o transporte coletivo voltou a circular nas ruas de Porto Velho nesta quinta-feira (23), quando os funcionários receberam os pagamentos referentes ao mês de abril. Esta foi a segunda manifestação grevista feita pela categoria em menos de um mês.

Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran), a paralisação fez com que a Prefeitura recorresse junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) quanto a irregularidade por parte dos trabalhadores do Consórcio SIM.

Na última quarta-feira (22), foi expedida uma liminar determinando o retorno dos trabalhadores. Conforme apurado pela Rede Amazônica os motoristas e cobradores receberam apenas os salários referentes ao mês de abril e ainda faltam os pagamentos de maio e junho.

De acordo com a Semtran, está agendada para a próxima sexta-feira (24), uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho para debate e possível resolução da situação.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Estado de Rondônia (Sitetuperon) informou que em respeito à população colocou para circular uma frota miníma na capital, mas não sabe por quanto tempo continuará essa operação já que ainda não há garantia de pagamento da outra parte dos salários atrasados.

Entenda o impasse

Conforme a Semtran, em 2017 a empresa que faz o transporte público na capital moveu uma ação contra a Prefeitura de Porto Velho alegando demora no reajuste tarifário. A decisão foi favorável à empresa que pediu uma indenização pelo ocorrido. Em acordo, as partes decidiram que o dinheiro da indenização não seria repassado à empresa, mas aos trabalhadores em forma de salário.

Esse acordo custeou os salários de dezembro de 2019 até março de 2020. E de abril a setembro, a empresa assumiria os custos.

Apesar disso, a Semtran afirmou que não havia verificado nenhum depósito aos trabalhadores, ainda que a tramitação administrativa e o encaminhamento dos recursos já tivessem sido repassados ao Banco do Brasil. Sendo assim, a preocupação da secretaria é não ter o valor para manter o transporte até o início do novo contrato.

“O que ocorre é que a primeira indenização alegada pelo consórcio SIM já terminou, o saldo restante não cobre mais nenhuma folha, devendo haver uma ação de execução por parte do consórcio, situação essa, que até o presente momento nós não verificamos. Por isso há preocupação de que essa inação por parte do consórcio possa demorar o prazo de que haja este recalculo dessa indenização e nós não tenhamos aí um valor que é projetado suficiente para manter o transporte até a data de setembro”, explicou Nilton Kisner.

Em nota, o consórcio do Sistema Integrado Municipal de Transporte de Passageiro (SIM) alegou que enfrenta problemas econômicos, financeiros e desequilíbrio no sistema.

FONTE: G1

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