Paralisação do transporte coletivo chega ao 2º dia em Porto Velho

Paralisação foi motivada pelo atraso de salários, que se estendem desde abril deste ano. Consórcio alegou que enfrenta problemas econômicos, financeiros e desequilíbrio no sistema.
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Os ônibus do transporte coletivo de Porto Velho continuaram parados nesta terça-feira (21) por conta da greve dos trabalhadores de transporte público. A paralisação foi motivada pelo atraso de salários, que se estendem desde abril. A previsão é de que os depósitos salariais sejam feitos ainda nesta terça.

Esta é a segunda manifestação grevista feita pela categoria em menos de um mês. Na última terça-feira (14) foi feito uma decisão, em fase de alvará, autorizando o repasse já feito pela prefeitura referente ao mês de abril, dando um prazo de 5 dias úteis.

Conforme o secretário Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte de Porto Velho (Semtran), Nilton Kisner, esse prazo se encerra até o fim do dia. Contudo, os trabalhadores compareceram à garagem esta manhã, e como ainda não haviam recebido o depósito salarial, decidiram mais uma vez não sair às ruas.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Estado de Rondônia (Sitetuperon), Francinei Oliveira, disse que cerca de 80 profissionais, entre motoristas, cobradores e mecânicos, estão em paralisação. Até as 15h40 desta terça, nenhum colaborador havia recebido o pagamento.

Em nota, o consórcio do Sistema Integrado Municipal de Transporte de Passageiro (SIM) alegou que enfrenta problemas econômicos, financeiros e desequilíbrio no sistema.

O caso da empresa foi reconhecido pela justiça através de uma ação em primeira instância, uma vez que a receita recebida pela empresa cobre apenas a manutenção e combustível da instituição.

O consórcio também informou que, apesar de todas as dificuldades, mantém o compromisso de continuar operando durante a pandemia e até o fim do seu contrato no município. No entanto, os trabalhadores reforçam que só voltam a trabalhar quando receberem o pagamento.

Entenda o impasse

Conforme a Semtran, em 2017 a empresa que faz o transporte público na capital moveu uma ação contra a Prefeitura de Porto Velho alegando demora no reajuste tarifário. A decisão foi favorável à empresa que pediu uma indenização pelo ocorrido.

Em acordo, as partes decidiram que o dinheiro da indenização não seria repassado à empresa, mas aos trabalhadores em forma de salário.

Esse acordo custeou os salários de dezembro de 2019 até março de 2020. E de abril a setembro, a empresa assumiria os custos.

Apesar disso, a Semtran afirmou que não havia verificado nenhum depósito aos trabalhadores, ainda que a tramitação administrativa e o encaminhamento dos recursos já tivessem sido repassados ao Banco do Brasil. Sendo assim, a preocupação da secretaria é não ter o valor para manter o transporte até o início do novo contrato.

“O que ocorre é que a primeira indenização alegada pelo consórcio SIM já terminou, o saldo restante não cobre mais nenhuma folha, devendo haver uma ação de execução por parte do consórcio, situação essa, que até o presente momento nós não verificamos. Por isso há preocupação de que essa inação por parte do consórcio possa demorar o prazo de que haja este recalculo dessa indenização e nós não tenhamos aí um valor que é projetado suficiente para manter o transporte até a data de setembro”, explicou Nilton Kisner.

FONTE: G1

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