Frédéric Péchier, um médico anestesista de 51 anos, é acusado de ter envenenado cerca de 30 pessoas em França (com idades entre os 4 e os 80 anos), entre 2008 e 2017, avança o El Mundo.
O médico alegadamente manipulou as anestesias de dezenas de pacientes que tinham operação marcada, provocando situações de emergência com o intuito de “demonstrar as suas capacidades de reanimação”.
Potássio em doses potencialmente fatais ou analgésicos eram as “ferramentas” utilizadas por Frédéric para provocar paragens cardíacas aos doentes, em duas clínicas de Besançon, no leste de França. Porém, a estratégia de Frédéric Péchier ficou fora de controlo: o médico terá provocado mesmo a morte a 12 pacientes.
Em 2017 foi aberto um inquérito para investigar as ações do anestesista (que se declara inocente), no entanto, seis anos depois, ainda não existem provas suficientes para comprovar o crime: não existem impressões digitais visto que o material sanitário é rapidamente destruído.
Durante esta semana, um tribunal de instrução decidiu que Frédéric Péchier pode voltar a praticar medicina, a pedido do acusado, ainda que esteja a ser processado. O médico vai poder voltar a trabalhar, ainda que de forma limitada e sem contacto direto com os pacientes. Com o passar dos anos, têm surgido cada vez mais acusações.
Em 2019, o Ministério Público francês acrescentou mais 17 casos à investigação (dos 66 notificados por reações suspeitas).
Fonte: Diário de Notícias



