O ex-presidente e pré-candidato ao Palácio do Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (18) que os ricos não gostam de pagar suas dívidas.
A declaração é mais uma das que mobilizam o eleitorado tradicional de Lula e o afastam das elites, que têm tentado reaproximação com o líder nas pesquisas de intenção de voto.
O petista falou em evento de pré-campanha em Aracaju (SE), onde promove o nome do senador petista Rogério Carvalho como postulante ao governo do Estado.
Lula falava sobre o pagamento da dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional) em seu governo e o posterior empréstimo ao órgão. O ex-presidente também mencionou as reservas internacionais acumuladas nas gestões petistas.
“Convidei o companheiro [Rodrigo] Rato [espanhol então chefe do FMI] para vir ao Brasil”, disse Lula.
“E quando eu falei que eu queria pagar o FMI ele falou: ‘No, Lula, nosotros no precisamos de plata. Nosotros confiamos no Brasil. Não queremos receber’. Eu falei: ‘Mas eu quero pagar’”, declarou o ex-presidente.
“Eu não quero dever para ninguém. Se tem uma coisa que pobre gosta é de pagar o que deve. Quem gosta de não pagar são os ricos”, disse Lula.
O ex-presidente mencionou os valores inscritos na dívida ativa da União. “[Temos um valor de] R$ 1,7 trilhão que as pessoas devem para o Brasil e não pagam”, disse o petista.
“Mas se você comprar um ferro elétrico e não puder pagar, você cai no Serasa. E se você cair no Serasa você fica com o nome sujo na praça”, declarou ele.
“O trabalhador, quando é decente, e a maioria é, se ele dever R$ 50 na padaria e ele não puder pagar, ele não passa mais em frente à padaria. Só vai passar quando tiver dinheiro para pagar”, afirmou Lula.
Fonte: Poder360



