Justiça mantém prisão de cantor acusado de matar namorada e simular o suicídio dela

Tatila Portugual foi vítima de feminicídio. Crime aconteceu no dia 6 de setembro de 2020, segundo o Ministério Público — Foto: Reprodução/Rede Sociais.
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A Justiça decidiu, nesta segunda-feira (8), manter preso preventivamente um cantor acusado de matar a namorada e depois simular o suicídio dela em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. Cleverson Siebre, de 27 anos, foi preso em setembro de 2020, quase duas semanas após a morte de Tatila Portugal, que tinha 24 anos.

Cleverson Siebre, conhecido como Kevyn, é acusado pelo Ministério Público pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel (estrangulamento), com recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio, além de fraude processual.

No boletim de ocorrência, que inicialmente classificou o caso como suicídio, consta que o suspeito disse aos policiais ter chegado com a vítima de um sítio, após terem consumido bebida alcoólica e, na sequência, os dois começaram a discutir.

Ele relatou que, “para a situação não piorar”, saiu do apartamento “para dar uma volta” e quando voltou, encontrou a namorada morta por enforcamento. Ainda segundo o boletim de ocorrência, o cantor disse que pediu ajuda de um vizinho e levaram a jovem até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde a morte dela foi confirmada.

Na época, um inquérito da Polícia Civil foi instaurado para apurar as contradições sobre a morte da jovem. O laudo produzido pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que as lesões no corpo de Tatila não eram compatíveis com a corda usada no suposto suicídio e a prisão temporária de Kevyn foi representada e aceita pela Justiça. Depois, a prisão foi convertida em preventiva.

Na última decisão, a juíza Larissa Pinho de Alencar Lima, aponta que o motivo que levou à decretação da prisão preventiva (conveniência da instrução processual) permanece.

A defesa de Cleverson Siebre não comentou a decisão até a última atualização desta reportagem.

No dia 12 de setembro de 2020, amigos e parentes de Tatila fizeram um ato pedindo Justiça. Eles seguravam faixas com as mensagens “Justiça por Tatila” e “Não foi suicídio”. O ato aconteceu em avenidas da região central de Ariquemes.

 

 

 

FONTE: RONDONIAVIP

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