A Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron) confirmou a ocorrência de três casos de raiva bovina em uma propriedade rural localizada no distrito de Tarilândia, pertencente ao município de Jaru. A confirmação foi obtida após exames laboratoriais realizados em um animal que apresentou alterações de comportamento e morreu durante a investigação sanitária. Outros casos com sintomas semelhantes ainda estão sendo analisados.
Logo após a confirmação, a Idaron iniciou uma operação de contenção para impedir a propagação do vírus. As equipes estão atuando diretamente na região com ações de vigilância epidemiológica, orientação aos produtores e vacinação dos rebanhos considerados de maior risco.
Conforme o protocolo sanitário, todos os bovinos existentes em propriedades situadas em um raio de até três quilômetros do foco estão sendo imunizados pela própria agência. Já os pecuaristas localizados entre três e doze quilômetros da área afetada devem vacinar seus animais e apresentar a comprovação da imunização à Idaron.
A propriedade onde os casos foram registrados fica a aproximadamente 70 quilômetros da área urbana de Jaru, e a zona de monitoramento também abrange parte do município de Governador Jorge Teixeira.
De acordo com o supervisor regional da Idaron em Jaru, Júlio, o trabalho de campo inclui visitas às propriedades, aplicação de questionários sanitários e acompanhamento das medidas adotadas pelos produtores.
“É fundamental que qualquer alteração de comportamento ou sintoma incomum nos animais seja comunicada imediatamente à Idaron. A rapidez na notificação permite uma resposta eficiente e reduz os riscos de disseminação da doença”, destacou.
A raiva bovina é uma enfermidade viral que compromete o sistema nervoso dos animais e pode ser transmitida aos seres humanos por meio do contato com animais infectados. Como medida preventiva, os trabalhadores da propriedade onde os casos foram confirmados receberam vacinação contra a doença.
A Idaron reforça que a vacinação periódica do rebanho e a comunicação imediata de casos suspeitos são essenciais para proteger a pecuária rondoniense e evitar novos focos da enfermidade.
Da Redação



