Fonte: Jr rondonia vip
Por Felipe Corona Especial para o Rondoniavip De acordo com a ciência, a Leishmaniose visceral é uma parasitose (doença causada por parasita), que, se não tratada, é mortal. Ela é transmitida nas cidades a partir de “mosquitos” do gênero Lutzomyia sp. A doença é causada pelo parasita Leishmania infantum e ao contrário da Leishmaniose Cutânea (na pele), muito comum em nosso estado, esta outra forma de Leishmaniose acomete os órgãos internos como o baço, fígado e o “tutano” (mais conhecida como medula) do osso. A doença também se manifesta em animais, como cachorros. Neles, causa o emagrecimento exagerado, feridas na pele, tristeza, crescimento das unhas e queda de pelos. Em Rondônia ainda não foram registrados casos humanos, porém na área Central e Sul do estado foram detectadas ocorrências em cachorros (não em humanos). Por isso, com o objetivo de fazer uma prevenção e estudos mais aprofundados, o ICB5, núcleo da Universidade de São Paulo em Monte Negro, em parceria com a prefeitura, com apoio do Ministério da Saúde, realiza pesquisas na área urbana de Monte Negro para averiguar se a doenças está ocorrendo na cidade do Vale do Jamari. Segundo o professor e coordenador do ICB5/USP, Luís Marcelo Camargo Aranha, até o momento foram examinados 63 cães, com retirada de amostras de sangue dos animais. “Dez amostras resultaram positivas em cachorros. Porém, estes resultados agora vão ser confirmados, ou seja, não está confirmada a transmissão da doença no município. Não há motivo para alarme. Dúvidas podem ser tiradas procurando a USP de Monte Negro das 08h da manhã ao meio-dia, de segunda a sexta-feira”, destacou ele. Por outro lado, o representante da USP indica que a boa notícia é que a doença tem tratamento, tanto para os cães quanto para os humanos (metilfosine). “Chamamos a atenção para a ocorrência da ‘doença do carrapato’, tanto a erliquiose e a babesiose, entre os cães. Há uma elevada infestação por carrapatos que transmitem a doença entre os cães de Monte Negro. Sugerimos à população, o tratamento adequado contra os carrapatos”, disse o professor Luís Marcelo Aranha. A pesquisa está sendo coordenada pelo doutorando mestre Leormando Júnior, com o apoio das médicas veterinárias Amanda Carolina e Raiane Peruffo, além dos acadêmicos de veterinária e medicina Gabriel Sá, Monizi Steger e Janaína Raiser. O projeto está sob supervisão da Fiocruz Rondônia e do ICB5/USP de Monte Negro.



