Fonte: Alerta Buritis
Atendendo recomendação do CREMERO – Conselho Regional de Medicina de Rondônia, diante uma vistoria que foi feita pelo Órgão no último dia 13 de agosto no Hospital Regional de Buritis, onde foram encontradas várias irregularidades. O Hospital, que é gerido pelo governo do Estado, foi notificado e recomendado a suspender vários atendimentos cirúrgicos, como cirurgias eletivas e obstétricas. A unidade é responsável pelo atendimento à população de Buritis e toda região.
O Conselho notificou o Núcleo Médico responsável pela Unidade, que, por sua vez encaminhou a recomendação à direção geral do hospital dando ciência da notificação do Conselho Regional recomendando, que: em virtudes de irregularidades encontradas, seja imediato suspensos os seguintes atendimentos, até que, as irregularidades estejam sanadas:
- Suspensos: Cirurgias Eletivas/Geral (Hérnia, vesícula, retirada de lipoma, fimose, histerectomia, períneo e outras), Obstétricas.
- Falta de Registro do CREMERO
- Sala de pré – parto dentro do centro cirúrgico
- Sala PPP sem carrinho de emergência
- Sem médico Anestesista
Na notificação diz que há outras irregularidades que serão discriminadas no relatório de fiscalização que encontra-se em fase de elaboração pelo CREMERO.
O site Alerta Buritis fez contato com a direção do hospital, que enviou uma nota acerca do assunto.
Nota do Hospital Regional de Buritis Dr. Silvano Valério Firmiano
“Para afins de esclarecimentos, venho através deste informar que o hospital nunca esteve em greve, provavelmente deve ter ocorrido uma interpretação de forma errada da população, referente aos entraves que a unidade vem encontrando nos últimos dias, em decorrência das mudanças na forma de atendimento.
Considerando que houve uma visita ao hospital do MP de Buritis com objetivo de resguardar o direito das gestantes a ter seu acompanhante durante seu trabalho de parto e parto, e que após esta recomendação houveram alguns entraves da unidade para proporcionar tal direito. Informo ainda que mesmo assim houve a adoção das recomendações, atendendo a priori as gestantes conforme seus direitos estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde, Lei 8080/92, bem como a , LEI Nº 11.108, DE 7 DE ABRIL DE 2005.
Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde – SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
- 1º O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado pela parturiente.
Posteriormente a visita e ademais recomendações do MP, a equipe realizou adaptações dentro das limitações que a unidade oferece como limitações: (estruturais e de recursos humanos), para resguardar estes direitos, como a falta de espaço físico no centro cirúrgico possibilitando a acomodação das gestantes, os acompanhantes, médicos e enfermeiros. Além da exposição íntima das demais pacientes que deveria ser em consenso comum a autorização dos demais acompanhantes, visto que não há sala individual para todos, e que a sala de pré-parto deveria ser realocada de dentro do centro cirúrgico para tal funcionamento (fora do bloco cirúrgico), mas que não há espaço para realizar tal adequação, pois a unidade iniciou uma obra de reforma deste 2014 e ainda não houve conclusão.
Outro ponto foi a falta de profissional suficiente para atender todas as gestantes, e que atualmente o Hospital Regional de Buritis-HRB, trabalha em escala de sobre aviso, e alguns profissionais atuam em regime de desvio de função para funcionamento do serviço de obstetrícia e que após estes entraves, ficou ainda mais difícil de ajustar escala devido a falta de profissionais conforme leis e demais que orienta e ampara os profissionais, todos os dias.
Além de todo esclarecido, houve também uma visita do CREMERO (CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE RONDÔNIA) que realizou uma visita técnica e identificou algumas irregularidades que devem ser adequadas para funcionamento com condições mínimas de segurança para os servidores e pacientes, onde diante das irregularidades identificadas que houvesse a paralização das cirurgias eletivas (vesícula, hernias, e dentre outras) de imediato até que a SESAU, regularize as pendências onde foge da autonomia dos servidores do hospital regional de buritis.
Portanto foram por estes motivos que os serviços de cirurgia geral foi interrompido e que até a regularização destas pendencias a obstetrícia segue funcionando normalmente dentro de suas limitações, conforme as condições que dispomos atualmente, cabe ressaltar que há falta de profissionais, como já foi anteriormente (falta de obstetra, anestesista, pediatra), mas que nunca foi negado atendimento a nenhum usuário, visto que todas as gestantes estão sendo atendidas e avaliadas pelos médicos de plantão e que em casos de urgências e emergências e dias em que não haja profissional (obstetra) para realizar e definir as condutas de parto normal ou cesárea, são encaminhadas conforme a disponibilidade de vaga, definida no ato da regulação, do qual a unidade não interfere para qual localidade, enfatizando que não são todas as gestantes que estão sendo encaminhadas, somente as de alto risco obstétrico ou que necessitem de avaliação do obstetra em caso de falta em nossa unidade.”
DIREÇÃO Hospital Regional de Buritis
ABAIXO A RECOMENDAÇÃO DO NUCLEO MÉDICO DO HOSPITAL





Um comentário
Já está na hora de haver melhoras no setor de saúde mesmo, ultimamente há tantos relatos de mulheres traumatizadas com o atendimento recebido no momento do parto. Merecemos mais dignidades em nossos atendimentos.
Que seja resolvido logo ,porque até Ariquemes é muito longe.e tem cirurgia que salva uma vida feita de emediato.como pâncreas rompido e apendicite. E também um parto
Fiquei 4 dias com meu pai internado no hospital em dezembro, fiquei horrorizada com o teto do quarto que parecia que ia cair a qualquer momento, ainda por azar choveu e goteirou em cima da cama do outro paciente que estava bem debaixo daquela pedaço de teto todo danificado 🥴