Homem que teve paralisia infantil supera dificuldade de locomoção para cuidar de sítio em RO

Além de cuidar da roça, morador de Alta Floresta tem habilidade com marcenaria. País não tem casos de poliomielite há mais de 20 anos.
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No último final de semana foi lembrado o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. A doença contagiosa, que é causada pelo poliovírus (sorotipos 1, 2, 3), é conhecida popularmente como paralisia infantil.

O Brasil não registra casos de poliomielite há mais de 20 anos, graças à vacina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou no último mês de agosto que apenas dois países no mundo ainda registravam casos da doença: Paquistão e Afeganistão. Mas o risco da doença voltar ao solo brasileiro ainda existe e, para evitar isso, é necessário vacinar as crianças de 1 a 4 anos.

Um produtor rural de 50 anos que foi infectado pelo vírus no primeiro ano de vida contou ao G1 que a cada dia tenta superar as sequelas causadas pela paralisia infantil.

Homem de 50 anos que teve paralisia fala sobre como é cuidar do sítio em Alta Floresta
Homem de 50 anos que teve paralisia fala sobre como é cuidar do sítio em Alta Floresta

Israel Souza mora atualmente na zona rural do município de Alta Floresta (RO), a 1.120 quilômetros de Porto Velho. Ele tem esposa e uma filha de 6 anos.

“O fato de andar arrastando faz com que eu tenha dificuldade em desempenhar o serviço como eu queria. Mas na medida do possível, pro meu viver, consigo trabalhar”, diz.

 

No sítio de família, Israel mexe com piscicultura e também tem habilidades com a marcenaria. O produtor destaca, que mesmo diante de toda a força de vontade em continuar fazendo atividades na roça, encontra grandes dificuldades por conta da paralisia.

A poliomielite pode infectar crianças e adultos por via fecal-oral (através do contato direto com as fezes ou com secreções expelidas pela boca das pessoas infectadas). A vacina contra o vírus é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A doença em Israel evoluiu quando ele era criança e foi motivada devido à falta de vacina, segundo contou a mãe do sitiante, Geuza Alves.

“A paralisia infantil no meu filho se deu quando ele tinha um anos e três meses. Era uma época que dava muita paralisia infantil. Mas nunca deixei meu filho para trás. Não é porque ele não tem pernas que ele não vai andar. Hoje ele consegue se virar sozinho porque eu sempre o incentivei a não ficar preso. A gente tem que ensinar os filhos a andar para o mundo”, diz.

Fonte: G1 RO

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