Editorial: A dois dias da decisão, o voto consciente e o futuro do Brasil

A política mexe com nossas convicções, com nossa história e, sobretudo, com nossa vida cotidiana.
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Por Abraão de Sousa – Alerta Buritis | DRT-2022/RO. É permitida a reprodução parcial ou total da matéria, desde que citada a fonte. Lei nº 9.610/98.

Faltam exatamente dois dias. Em 48 horas, milhões de brasileiros irão às urnas para decidir os rumos do país nos próximos quatro anos. Não se trata de uma escolha qualquer. Trata-se de definir que caminho queremos seguir como nação, quais prioridades estarão no centro do debate público e que tipo de Brasil deixaremos para as próximas gerações.

Em momentos como este, é natural que as emoções aflorem. A política mexe com nossas convicções, com nossa história e, sobretudo, com nossa vida cotidiana. Mas é justamente por isso que precisamos de serenidade. O voto não deve ser apenas um gesto de paixão momentânea. É um instrumento de transformação e, como todo instrumento poderoso, exige responsabilidade.

Por isso, o primeiro apelo que fazemos é simples: leiam as propostas. Conheçam os programas, os planos e as ideias. Comparem. Questionem. Não se deixem levar por promessas vazias, discursos inflamados ou por aquilo que apenas confirma o que já pensamos. A democracia exige de nós mais do que entusiasmo. Exige discernimento.

Igualmente importante é resistir à tentação da troca de favores. Nenhum benefício imediato, nenhuma vantagem pessoal e nenhuma promessa de retorno deve pesar mais do que o interesse coletivo. O voto é um instrumento de participação cidadã. Usá-lo como moeda de troca compromete não apenas a liberdade de escolha, mas também as decisões que afetarão toda a sociedade nos próximos anos.

E há algo ainda mais fundamental: votar. Participar. Comparecer. A abstenção, o desânimo e a ideia de que “nada vai mudar” enfraquecem a participação democrática. Foi com lutas, sacrifícios e muita perseverança que o direito ao voto foi conquistado, e ele não pode ser tratado com indiferença. Cada voto conta. Cada voz importa. Cada cidadão que comparece fortalece não apenas um candidato ou um partido, mas a própria democracia.

Que, nestes dois dias que antecedem o pleito, cada eleitor faça sua escolha com consciência, informação e responsabilidade. Que o debate seja respeitoso, que as divergências não nos afastem como sociedade e que, ao fim, saibamos respeitar o resultado das urnas com maturidade.

O Brasil que teremos a partir de agora depende, em grande medida, do que fizermos nas próximas 48 horas e, principalmente, do que fizermos depois delas.

Vá votar. Participe. A democracia agradece.

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