Cremero fiscalização Unidades de Saúde de Porto Velho e encontra irregularidades

Relatório apontando irregularidades foi enviado para a Secretária de Saúde de Porto Velho, que segundo o Conselho, tem até 30 dias para resolver falhas.
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O Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero)) realizou fiscalização nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) das zonas Sul e Leste de Porto Velho na última semana. Além da superlotação e falta de médicos, outras irregularidades foram observadas pela equipe de fiscalização.

Um relatório foi enviado para a Secretária de Saúde da capital (Semusa) e para o Ministério Público do estado (MP-RO). A Semusa tem até 5 dias para atestar o recebimento do relatório enviado pelo Cremero e até 30 dias para resolver as irregularidades apontadas pelo conselho.

Upa da Zona Leste recebeu fiscalização do Conselho — Foto: Toni Francis/G1

Upa da Zona Leste recebeu fiscalização do Conselho — Foto: Toni Francis/G1

Segundo o médico responsável pela fiscalização, Lucas Levi, uma divisão no atendimento das UPA’s foi realizado, para os pacientes com Covid-19 sejam atendidos em horário especial.

“Inicialmente nós fizemos fizemos a fiscalização nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). As UBS, que antes atendiam a demanda agendada, fizeram uma divisão que ao nosso ver ficou até boa. Pela manhã, o atendimento de pessoas não covid e a tarde somente covid”, explicou.

O responsável pela fiscalização também destacou que pacientes que deveriam ficar apenas 24 horas na unidade, agora passa de 4 a 5 dias e com isso, precisam receber maior assistência.

“A UPA não tem alguns tipos de serviço que tem em um hospital, como alimentação, entre outros. Esse paciente fica cinco dias sem alimentação do serviço público, então isso pra gente, a gente achou uma coisa que não pode”, disse em entrevista a Rede Amazônica.

A falta de fisioterapeuta também foi um dos problemas observados pela equipe do Cremero, já que o profissional é importante no tratamento de pacientes com Covid-19.

“Os pacientes estão em unidade de semi UTI e precisa fazer ventilação mecânica [e para isso] precisa de algum suporte que esse profissional dá”, disse Lucas.

“Medicamento também tá em baixa. A gente verificou que a parte de medicamentos está no fim e o Conselho sabe que isso é uma demanda nacional. A gente sabe que o Brasil inteiro tá solicitando”, disse o responsável pela fiscalização nas UPAs de Porto Velho.

 

Durante coletiva de imprensa, o presidente do Conselho defendeu a vacinação em massa e disse que o sistema de saúde não estava preparado passar por um colapso na saúde.

“Nós entendemos que somente com a vacinação em massa, poderemos coibir o avanço do coronavírus no estado e com isso, diminuir essa dificuldade que todos os municípios estão passando. Nós entendemos que as secretarias municipais não estavam preparada pra esse colapso”, disse Robinson Cardoso, presidente do Cremero.

Fonte: G1

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