COVID-19: Mais de 1 mil policiais e bombeiros de RO não tomaram vacina

Isso representa 25,7% do efetivo total de PMs, bombeiros, policiais civis e penais; Estado está entre os que menos vacinaram, já que a média nacional é de 81%
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Um número alarmante foi divulgado nesta semana: uma pesquisa feita pelo jornal Metrópoles mostrou que policiais militares, civis e bombeiros militares de Rondônia estão entre os profissionais de segurança pública com menor média de vacinação contra a Covid-19.
A média nacional de vacinação é de 81%, porém, entre os agentes de força de segurança rondonienses apenas 74,3% tomaram a primeira dose ou dose única. Esses dados apontam que ¼ ou mais de 25% do número total não tomou vacina.
Segundo conversas do Rondoniaovivo com uma fonte ligada à vacinação dos policiais militares, que pediu para não ter o nome revelado, os números são muito próximos da realidade e que há um termo formal que registra a recusa dos PMs ao imunizante.
“Eu acredito que seja possível que este dado esteja bem aproximado. Temos a quantidade de policiais que assinaram termo de recusa. Não sei agora o número exato. Mas só podemos informar via oficialização ao comando”, detalhou esta pessoa.
De acordo com esse representante da Polícia Militar, atualmente o efetivo de policiais na ativa é de 5.073 homens e mulheres.
Números
Segundo o Portal da Transparência da Prefeitura de Porto Velho/Vacinômetro (https://transparencia.portovelho.ro.gov.br/covid19/vacinometro), até esta quarta-feira (13), foram vacinados 4.110 policiais militares (faltariam 963 pessoas).
Já na Polícia Civil foram imunizadas 1.659 pessoas (o total seria de 1.681, segundo o portal da Transparência do Governo do Estado) e 565 bombeiros militares (o total seria de 721 homens e mulheres).
Na Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) que reúne policiais penais, agentes socioeducadores e funcionários administrativos são 2.654 pessoas. Destas, menos da metade: 1.211 receberam as doses da vacina contra a Covid-19.
Juntando essas três últimas categorias falta a imunização (ou se recusaram a receber as vacinas) para 1.621 profissionais da segurança pública.
Vexame ou escolha?
Segundo os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e planos estaduais de imunização, a estimativa é que existam 773.896 membros de forças de segurança e salvamento atualmente no Brasil.
No país, 76.283 trabalhadores dessas áreas ainda não procuraram os postos de vacinação, segundo os registros até a última segunda-feira (04), o que representa 9,85% do total.
Um dos grandes problemas dessa situação é que esse contingente de não vacinados trabalhando nas ruas sem imunização coloca em maior risco de contágio os colegas de profissão e a população em geral.
Foi para evitar essa ameaça à saúde dos próprios agentes e dos cidadãos que as forças de segurança e salvamento foram incluídas como prioridade na vacinação.
O pior colocado do ranking é o estado do Maranhão com apenas 45% dos policiais vacinados. O Acre também apresenta um péssimo índice de vacinação com apenas 51,7% dos agentes de segurança vacinados.
Além de Rondônia, Amapá (66,2%), Santa Catarina (68,9%), Piauí (79,7%), Tocantins (73,2%), Roraima (73,6%) e Rio de Janeiro (72,2%) também compõem a lista das unidades federativas que ficam abaixo da média nacional de imunização.
Dica
Para quem ainda acha que vacinação não salva e já que o Brasil é o país do futebol, na semana passada, o técnico Jurgën Klopp, do Liverpool (Inglaterra), deu uma declaração importante envolvendo vacinação e bebida ao volante, prática muito comum entre os brasileiros.
A afirmação veio após 99% do elenco estar protegido contra a Covid-19.
“Se [exigir vacinação] é limitação de liberdade, então proibir de dirigir alguém bêbado também é. A lei não existe apenas para proteger o motorista, mas todos ao redor”.

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