Com alta de internações, prefeitura de Natal anuncia mais leitos e indica medicamento sem eficácia comprovada contra Covid

Prefeitura diz que quer abrir 10 leitos de UTI até a próxima sexta (19), mas afirma que depende de ajuda do Ministério da Saúde. Região metropolitana chegou a quase 90% de ocupação dos leitos críticos para doença nesta segunda (15).
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Com uma alta na taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com Covid-19, a prefeitura de Natal informou que decidiu ampliar a oferta de leitos no Hospital de Campanha. De acordo com o município, a meta é abrir mais 10 leitos até a próxima sexta feira (19). A prefeitura também voltou a recomendar um medicamento sem eficácia comprovada contra o coronavírus – a ivermectina.

O remédio não tem eficácia comprovada cientificamente contra a Covid-19, como informou a própria farmacêutica Merck, responsável pela fabricação do vermífugo. Segundo a empresa, não há dados disponíveis que sustentem a eficácia do medicamento contra a Covid-19.

G1 enviou perguntas à prefeitura sobre o assunto e tentou falar com a assessoria da prefeitura na manhã desta terça-feira (16), mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.

Em comunicado, a prefeitura informou que até que a vacinação em Natal esteja concluída, o prefeito Álvaro Dias (PSDB) pretende reforçar as políticas de prevenção à doença e as voltadas para o tratamento precoce. “O uso da Ivermectina, como medicamento profilático, por exemplo, é apontado pelo prefeito”, informou o município.

Aumento de leitos

 

Com o aumento de leitos anunciados, o município espera chegar a 30 leitos de UTI no hospital de campanha. Os 20 atuais estão todos ocupados. Segundo o prefeito, o município não dispõe de recursos próprios para instalar os 10 novos leitos de UTI. Em função disso, a saída será buscar apoio do Ministério da Saúde.

Nesta segunda-feira (15), a taxa de ocupação para leitos críticos da Covid-19 chegou a quase 90% na região metropolitana de Natal e os principais hospitais públicos da capital estão as UTIs próprias para atender pacientes com coronavírus lotadas.

A região metropolitana de Natal não chegava a um nível tão alta de ocupação de leitos desde julho de 2020.

FONTE: G1 

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