O presidente Jair Bolsonaro (PL), que irá participar da Cúpula das Américas a partir de 4ª feira (8.jun.2022), já afirmou saber “como proceder” caso o presidente norte-americano Joe Biden tente falar sobre a questão ambiental no Brasil.
Antes de ser eleito, Biden já havia ameaçado o Brasil por conta do desmatamento da Amazônia. Em debate contra o então presidente Donald Trump, Biden disse que faria uma coalizão internacional para repassar US$ 20 bilhões para a preservação do bioma.
Em entrevista ao SBT News nesta 3ª feira (7.jun.2022), o presidente disse ter sido chamado anteriormente para a cúpula, mas que negou o convite por não querer ser “moldura de retrato para ninguém”.
Bolsonaro só aceitou comparecer ao evento depois que o enviado de Biden, o assessor especial da Casa Branca, Christopher Dodd, veio ao Palácio do Planalto para conversar com o chefe do Executivo.
Segundo o presidente, sua gestão tinha um “bom relacionamento” com o governo de Trump, mas que este foi “congelado” quando Biden assumiu a Presidência dos EUA (Estados Unidos da América).
“Quando Joe Biden assumiu, ele congelou esse relacionamento. Não brigamos, continuamos fazendo comércio”, declarou.
Bolsonaro disse ainda que terá uma conversa de 30 minutos com o líder norte-americano, mas que saberá como reagir se Biden mencionar a Amazônia
O chefe do Executivo mencionou uma coletiva em que esteve com o presidente russo Vladimir Putin. De acordo com Bolsonaro, Putin vetou perguntas por parte da imprensa e “evitou que os países mais poderosos do mundo discutissem a relativização sobre a soberania da Amazônia”.
Ele afirmou que países como EUA, França, Reino Unido e Canadá querem “relativizar” a Amazônia como se “fosse do mundo”, mas que não era assim na realidade.
CÚPULA DAS AMÉRICAS
Os Estados Unidos sediam a partir desta 2ª feira (6.jun.2022) em Los Angeles (Califórnia) a 9ª edição da Cúpula das Américas. O evento reúne os líderes de nações da América do Norte, do Sul, Central e do Caribe a cada 3 ou 4 anos.
Com o tema “construindo um futuro sustentável, resiliente e equitativo”, a edição de 2022 visa promover a democracia, abordar problemas econômicos, incentivar o uso de energia limpa, combater o aquecimento global e as mudanças climáticas, além de falar sobre as transformações digitais e a recuperação da pandemia.

Durante o evento, o presidente Jair Bolsonaro (PL) terá sua 1ª reunião com Joe Biden. O presidente embarca para os EUA na 3ª ou na 4ª feira. O governo norte-americano diz esperar que a 1ª conversa entre os líderes seja amistosa e focada em alguns assuntos:
- defesa da democracia;
- justiça racial;
- respeito aos direitos humanos;
- prosperidade regional e econômica via comércio e investimento;
- proteção do meio ambiente;
- redução dos efeitos das mudanças climáticas;
- superação da pandemia;
- cooperação em segurança e defesa;
- promoção da paz e do Estado de Direito.
Bolsonaro e Biden ainda devem discutir as eleições brasileiras de 2022. O presidente norte-americano deve dizer a Bolsonaro que os EUA confiam nas instituições do Brasil e que a decisão será dos brasileiros. “É natural que conversem sobre isso, porque temos um relacionamento estratégico de longo prazo. É uma relação baseada em instituições, mais importante que qualquer pessoa”, disse o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Douglas Koneff.



