O GLOBO
Sem concorrência, o consórcio formado pela empresa 4UM Investimentos (antiga), Malucelli) e o banco Opportunity, venceu o leilão de concessão da Rota Agro Norte (BR 364) localizada em Rondônia. O consórcio ofereceu um desconto de 0,05% sobre a tarifa de pedágio, critério para definir o vencedor. Foi a primeira concessão de uma rodovia federal na região Norte do país e o leilão aconteceu nesta quinta-feira na sede da B3, em São Paulo.
Segundo especialistas, o projeto era um dos mais complexos dentre a carteira oferecida pelo Ministério dos Transportes neste ano, já que está longe de grandes centros. Pela segunda vez estamos aqui para novamente e contribuir com o desenvolvimento do país numa região importante para o escoamento de grãos. Estamos assumindo de fazer todas as melhorias de segurança – disse Leonardo
Boguszewski, CEO da 4UM antes de bater o martelo. A 4Um conquistou a concessão da BR-381, em Minas Gerais, em agosto do ano passado. A BR-364 é a principal via de escoamento da produção agrícola da região. A rodovia conecta o oeste de Mato Grosso a Rondônia e ao Acre, facilitando o transporte de grãos, especialmente soja e milho, para exportação através do porto de Porto Velho, A BR-364. Atravessa seis estados brasileiros, começa em São Paulo, na cidade de Cordeirópolis, e passa por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, terminando na cidade de Mánco Lima, no Acre, totalizando mais de 43 mil. O trecho concedido tem uma extensão de quase 700 quilômetros entre Porto Velho e Vilherna, mas abrange importantes pontos de Rondônia, desde o entroncamento com a BR-435 até a BR-319, além de acessos estratégicos em ji-Paraná e Porto Velho. O projeto concedido corresponde ao Lote CN5 da Rota Agro Norte.
Investimento elevado
Segundo o advogado do escritório Vernalha e Pereira Associados, Rodrigo Campos, especialista em direito regulatório, com foco em infraestrutura, concessões e PPPs afirma que a BR-364 era um trecho desafiador no portfólio de concessões do governo, por estar localizado fora dos grandes centros e envolver uma rodovia que nunca havia sido concedida.
Além disso, o projeto exige um investimento elevado, superior a R$ 10 bilhões, em um momento de maior cautela no cenário macroeconômico. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RO) de Rondônia fez uma denúncia junto ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da Unição (TCU) para que o leilão fosse cancelado.



