Bancários e funcionários dos Correios terão prioridade na vacinação contra a Covid, afirma ministro da Saúde

'Duas categorias muito importantes (...) estão na linha de frente', definiu Queiroga. Presidentes de sindicatos indicam que grupos somados podem chegar perto de 600 mil pessoas.
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No evento, o ministro disse que o governo tem um cronograma de vacinação “muito bem organizado”.

“Só nos últimos cinco dias nós distribuímos 13,5 milhões de doses. Essa narrativa que a campanha está atrasada, isso aí já se dissolveu, né. Veja, narrativa da Copa América, que iria criar um aumento da pandemia. O que aconteceu? A pandemia caiu”, afirmou o ministro da Saúde.

Segundo a epidemiologista Carla Domingues, que coordenou durante 8 anos o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, os bancários e os funcionários dos Correios realmente “são grupos expostos ao coronavírus”.

“No entanto, ficar incluindo categorias só dificulta a operacionalização da vacinação pois outras atividades ainda ficam de fora. O ideal era continuar seguindo pela idade”, disse.

 

Ato político no Planalto

 

O comunicado foi feito pelo ministro no Palácio do Planalto. Estavam presentes os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, dos Correios, Floriano Peixoto.

Ribeiro agradeceu a “sensibilização” do governo e disse que mais de 500 mil bancários terão acesso antecipado às vacinas, 90 mil só do Banco do Brasil.

O presidente do Banco do Brasil afirmou que 50% dos bancários estão em home office. Dos outros 250 mil, 153 mil ainda estão aguardando na fila a vacina, conforme Ribeiro.

“Os bancários são essenciais e nunca abandonaram o fronte. É uma vitória não só dos bancários, mas da população em geral, porque com os bancários imunizados, isso vai oferecer mais proteção à população brasileira como um todo”, disse o presidente do BB.

Bancários e trabalhadores dos Correios e Telégrafos do DF protestam na frente do Ministério da Saúde por vacinação contra a Covid-19. — Foto: TV Globo / Reprodução

Bancários e trabalhadores dos Correios e Telégrafos do DF protestam na frente do Ministério da Saúde por vacinação contra a Covid-19. — Foto: TV Globo / Reprodução

Volta às aulas

 

Queiroga também afirmou que o governo está trabalhando para que as escolas voltem a ter aulas presenciais normalmente. Mas não detalhou qual o plano do governo federal.

“O governo já está trabalhando com coordenação do ministro Luiz Eduardo Ramos da Casa Civil com o ministro Milton Ribeiro, eu e o ministro-chefe da AGU, André Mendonça, para termos uma portaria interministerial para disciplinar a volta às aulas. Porque não é possível que fique um ano e meio sem aulas para os nossos adolescentes e jovens”, declarou.

Protesto e reunião

 

Nesta manhã, trabalhadores do sistema bancário e dos Correios protestaram em frente ao Ministério da Saúde. Logo depois, foram recebidos pelo ministro Marcelo Queiroga. Participaram também da reunião os presidentes do BB e da CEF, além do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil.

De acordo com Kleytton Morais, presidente do sindicato dos bancários, atualmente a categoria reúne 503 mil pessoas. Já a presidente sindicato dos trabalhadores da ECT, Amanda Curcino, diz que são 90 mil os trabalhadores dos Correios no país.

FONTE G1

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