Autores de ameaças à democracia não podem se aproximar da Praça dos Três Poderes, decide Moraes

Decisão não vale para Otoni de Paula, que, por ser deputado, tem direito de ir ao Congresso. Operação policial nesta sexta-feira fez buscas na casa do parlamentar e do cantor Sergio Reis.
Facebook
WhatsApp
Twitter

 ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que os alvos de uma operação deflagrada nesta sexta-feira (20) para investigar ameaças à democracia não se aproximem a menos de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A decisão só não vale para o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ). Otoni é alvo da operação desta sexta, mas Moraes entendeu que, por ele ser parlamentar, tem a prerrogativa de frequentar o Congresso.

Ao redor da Praça dos Três Poderes ficam o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.

Entre os alvos da operação, além de Otoni, está o cantor Sérgio Reis. A Polícia Federal realizou buscas e apreensões em endereços ligados a eles.

PF realiza operação de busca e apreensão contra Sérgio Reis e Otoni de Paula
00:00/05:56

PF realiza operação de busca e apreensão contra Sérgio Reis e Otoni de Paula

Moraes justificou que a restrição para os investigados chegarem perto da Praça dos Três Poderes visa proteger parlamentares e ministros.

“Para evitar a prática de infrações penais e preservação da integridade física e psicológica dos ministros, senadores, servidores ali lotados, bem como do público em geral que diariamente frequenta e transita nas imediações. A presente restrição somente não se aplicará ao deputado federal Otoni Moura de Paulo Júnior, em razão da necessidade do exercício de suas atividades parlamentares”, escreveu Moraes.

O ministro também determinou que os investigados não participem de redes sociais, tenham seus perfis bloqueados, não se comuniquem com manifestantes e não participem de eventos em ruas e próximos a monumentos do Distrito Federal.

Inquérito

 

A operação desta sexta foi realizada dentro de um inquérito aberto a pedido da subprocuradora-geral da República, Lindora Araújo.

O inquérito visa investigar um grupo que está fazendo ameaças à democracia, a autoridades e às instituições, incitando atitudes violentas.

“O quadro probatório demonstra a atuação dos investigados nadivulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a democracia, o Estado de Direito e suas Instituições e, na conclusão da Procuradoria- Geral da República”, escreveu Moraes na decisão.

Fonte: G1

Deixe um comentário

Imaral – lateral 01 – CPU
Smart Andrade – lat 02 – CPU
IMARAL – Laterall 03 – GIF – ANIVERSARIO
%d blogueiros gostam disto: