Representantes dos policiais rodoviários federais entregaram nesta quarta-feira (01), em Brasília, um documento com reivindicações ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. A categoria cobra aumento salarial e modernização da Lei nº 9.654, responsável por instituir a carreira.
O presidente da Fenaprf (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais), Dovercino Neto, entregou a Torres uma carta aberta de 5 páginas endereçada ao presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o grupo, houve uma “redução da remuneração inicial da carreira em 2006, de R$ 5.822,00 para R$ 5.084,00”. Dizem, ainda, que os valores recebidos foram congelados por 3 anos.
No documento, os agentes afirmam que, a partir de 2006, houve um “grande abismo na estrutura remuneratória entre a carreira PRF e as demais carreiras típicas de Estado no âmbito da União. […] Atualmente, a defasagem está em aproximadamente 48%”.
Em resposta aos policiais, o ministro Anderson Torres afirmou que enviou as demandas por aumento salarial para o Ministério da Economia. “Nossa parte foi feita. Agora, não tenho como intervir em outro ministério”, completou.
MORTE EM SERGIPE
Os representantes dos policiais mencionam, ainda, o caso envolvendo a morte de Genivaldo de Jesus Santos durante uma abordagem da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em 25 de maio, na cidade de Umbaúba (SE).
“Em virtude dos recentes acontecimentos trágicos e os desdobramentos de forte pressão social sobre a categoria dos policiais rodoviários federais, com a narrativa que associa a tragédia de Sergipe como uma mácula que define toda a instituição PRF e seus servidores, os PRFs se levantam em defesa da história de nossa instituição e da nossa própria categoria.”
Fonte: Poder360



