Novas informações do crime brutal da jovem Poliana Santos Gonçalves, encontrada sem vida após ser vítima de um latrocínio ocorrido no dia 18 de março, em Machadinho d’Oeste (RO).
De acordo com informações apuradas, o responsável pelo crime foi Humberto Mendes Filho, conhecido como “Tik Tok” preso no dia 23 de março, tendo como supostos ajudantes Francimar Pereira, vulgo “Casca de Bala”, e Alice Viana, que segundo informações teria uma relação amorosa com Casca de Bala.
Dinâmica do crime….
Segundo as informações, Tik Tok possuía uma dívida possivelmente ligada a uma facção criminosa. Após identificar Poliana, ele teria presumido que a vítima possuía valores em dinheiro.
Ainda conforme os levantamentos, o suspeito após monitorar a rotina da vitima, invadiu a residência cometendo o crime, além de ter realizado uma transferência via Pix no valor de R$ 1.500,00 e levado pertences pessoais. Após a ação, Francimar Pereira vulgo “Casca de Bala” e Alice Viana teriam sido acionados para auxiliar na continuidade dos fatos. Em seguida, os envolvidos deixaram a residência e seguiram em direção ao distrito de Guatá, na região das Três Fronteiras, no estado do Mato Grosso.
Ainda segundo informações, houve uma possível tentativa de esquartejamento, pois, no local, malas foram encontradas e não fariam parte dos pertences da vítima. Além disso, alguns sinais na cena do crime levaram a essas suspeitas. Durante o trajeto, o autor teria descartado a arma utilizada no crime, bem como o celular da vítima.
Áudios repassados à equipe de reportagem, atribuídos a Tik Tok, indicariam detalhes da ação. No material, ele relata que teria decidido cometer o crime em meio a dificuldades pessoais e seria uma forma de “mandar logo para o capeta”.
“Ah, mano, porque eu achei melhor matar, eu tava com vontade de matar, tá ligado? Eu tava muito chateado, tá ligado? Porque eu não tava conseguindo, tava dando tudo errado pra mim, eu achei que era algum atraso, alguma coisa assim, ah, mano, e eu também vou mandar logo uma vida logo pro capeta logo, tá ligado? Não foi essa a minha malícia que eu fiz, tá ligado, mano? Que eu sou bandido, tá ligado? Aí, tipo assim, tá ligado? E tanto que eu consegui fazer a transferência, consegui fazer a transferência de R$ 1.500, tá ligado? Tá no pix aqui, tá ligado?”.
Francimar Pereira, conhecido como Casca de Bala, foi encontrado sem vida em uma estrada no distrito de Guatá, em circunstâncias que sugerem execução no local.
Já Alice Viana teria desaparecido logo após o crime. Posteriormente, seu corpo foi localizado em uma estrada de acesso ao mesmo distrito, próximo ao ponto onde Francimar foi encontrado.
Há ainda uma investigação paralela sobre um possível quarto envolvido, que teria sido morto dentro de sua residência no mesmo distrito. Segundo informações preliminares, após o crime, teria ocorrido um incêndio no local. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial sobre a participação dessa pessoa no caso.
A Polícia Civil segue atuando no caso e mantém as investigações para esclarecer todos os detalhes, com o objetivo de garantir a responsabilização completa dos envolvidos.
FONTE: Marcio Canani





