21 metralhadoras furtadas do Exército de SP derrubam aviões, dão 600 tiros por minuto e atingem alvos a 6 km

Reportagem falou com especialistas em segurança e armas para explicarem o funcionamento das 13 metralhadoras calibre .50, e das oito metralhadoras calibre 7,62 que despareceram do Arsenal de Guerra da cidade.
Facebook
WhatsApp
Twitter

Fonte: Jornal rondonia vip 

As 21 metralhadoras de guerra furtadas do quartel do Exército em Barueri, na Grande São Paulo, podem derrubar aeronaves, perfurar veículos blindados, disparam 600 tiros por minuto, em média, e são capazes de atingir alvos entre 2,5 quilômetros e 6 quilômetros de distância.

 

A reportagem falou com especialistas em segurança e armas que explicaram o funcionamento das 13 metralhadoras calibre .50, e das oito metralhadoras calibre 7,62 que despareceram do Arsenal de Guerra da cidade.

Cerca de 480 militares foram 'aquartelados' depois que 21 metralhadoras foram furtadas do Exército em Barueri, Grande São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo e Exército brasileiro

Cerca de 480 militares foram ‘aquartelados’ depois que 21 metralhadoras foram furtadas do Exército em Barueri, Grande São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo e Exército brasileiro

Foram ouvidos Bruno Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz, que realiza estudos a respeito do assunto, Vinicius Domingues Cavalcante, especialista em segurança com conhecimento em armas, e militares do Exército que pediram para não serem identificados.

Segundo Bruno, essas armas furtadas podem representar risco à população se caírem nas mãos do crime organizado.

Veja nas ilustrações abaixo como cada uma delas funciona:

Armas furtadas do Exército em Barueri, Grande São Paulo — Foto: g1 Design

Armas furtadas do Exército em Barueri, Grande São Paulo — Foto: g1 Design

Cerca de 480 militares de todas as patentes completaram na terça-feira (16) uma semana impedidos de deixar o quartel onde trabalham depois que as metralhadoras desapareceram do Arsenal de Guerra de Barueri. A corporação alega que está ouvindo a tropa para tentar descobrir onde as armas foram parar. Trinta e cinco militares já prestaram depoimentos.

Na quarta (17), houve uma redução dos militares aquartelados para cerca de 160 — cerca de 320 voltaram para casa.

O furto do armamento foi notado na última terça-feira (10), quando a corporação realizou uma vistoria interna no Arsenal de Guerra em Barueri e detectou uma discrepância no número de metralhadoras.

Desde então, soldados, cabos, sargentos, tenentes, capitães, majores e coronéis estão “aquartelados” por determinação dos superiores hierárquicos. Seus celulares foram confiscados para não se comunicarem com parentes. O contato com eles está sendo feito por meio de um representante do Exército.

Deixe um comentário

0217
No data was found

21 metralhadoras furtadas do Exército de SP derrubam aviões, dão 600 tiros por minuto e atingem alvos a 6 km