Em relatório final sobre óvnis, Nasa diz não haver evidências de origem extraterrestre nesses fenômenos

Investigação busca combater estigma e avaliar dados para avançar compreensão científica sobre o tema, mas a agência norte-americana tem reiterado consistentemente que, até o momento, não existem evidências de origem extraterrestre para tais fenômenos.
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Fonte: G1

A Nasa, a agência espacial norte-americana, divulgou nesta quinta-feira (14) seu relatório final sobre “fenômenos aéreos não identificados” (UAPs, na sigla em inglês), popularmente chamados de óvnis. O objetivo é estabelecer regras para o estudo futuro desses “objetos voadores não identificados” e não fazer a análise de objetos previamente avistados.

Como era esperado, o relatório confirmou que, atualmente, NÃO existem evidências de origem extraterrestre para tais fenômenos.

“Não há razão para concluir que os relatórios existentes de óvnis tenham uma fonte extraterrestre”, diz o texto.

No resumo da publicação, a agência destaca que está bem-posicionada para contribuir para o estudo dos fenômenos em parceria com o governo dos Estados Unidos e enfatiza a necessidade de abordar o estigma associado às notificações de UAPs, a melhorar a coleta de dados, utilizar inteligência artificial e crowdsourcing, e destaca a ameaça potencial de tais fenômenos à segurança do espaço aéreo do país norte-americano.

A transparência, a análise rigorosa e envolvimento público são enfatizados como fundamentais para o estudo desses fenômenos.

A agência anunciou no ano passado a investigação independente, dirigida por um grupo de cientistas e especialistas em aeronáutica.

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A iniciativa não tem relação com a audiência do Congresso dos Estados Unidos em julho e a investigação de 2022 baseada no Pentágono de fenômenos aéreos do tipo, documentados nos últimos anos por aviadores militares e analisados por autoridades de defesa e inteligência do país.

No mês de maio deste ano, a Nasa debateu publicamente, pela primeira vez, a análise da sua investigação independente.

O principal intuito do grupo é não estimular o descrédito em torno do assunto, que pode atrapalhar as investigações, segundo explicaram os especialistas do painel no

“Discussões como essa são fundamentais para combater o estigma em torno desse tema”, disse à época Daniel Evans, astrofísico encarregado da Nasa para coordenar o estudo.

 

Ainda de acordo com a agência espacial, outro mote da investigação se concentra na análise de dados já disponíveis, na avaliação de uma melhor forma de coletar dados futuros e em um cálculo de como a Nasa poderá usar essas informações para avançar a compreensão da comunidade científica sobre o tema.

Após a publicação do relatório perto das 10h30 no horário de Brasília, a Nasa concederá uma entrevista coletiva com a presença de seu diretor, Bill Nelson, e de Spergel.

A agência ainda lembra que, atualmente, NÃO temos evidências comprobatórias de que esses fenômenos sejam de origem extraterrestre.

Apesar disso, a Nasa considera que esses óvnis são um tema tanto de interesse de segurança nacional dos Estados Unidos quanto para a segurança aérea do país, pois um dos temores do governo americano é que esses objetos sejam na verdade de algum rival militar, como China e Rússia.

Esta reportagem está em atualização.

No vídeo abaixo, o g1 explica por que o James Webb, da Nasa, é um supertelescópio.

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