Na iminência de deputados bolsonaristas apresentarem um projeto de lei para anistiar o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) e outros aliados, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), evitou comentar o caso, mas cobrou responsabilidade para que a legislação não seja modificada por “paixões” ou ao “sopro do vento”.
Ao discursar em um evento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (26/4), Pacheco pediu que magistrados possam participar de debates na elaboração de leis para evitar erros.
“A responsabilidade legislativa de não mudar a legislação ao sopro do vento, não mudar em razão de um caso que, por vezes, desperta paixões ou aparentes necessidade de mudanças: essa é uma lógica que devemos ter muito firmemente para conferir previsibilidade e segurança jurídica a sociedade”, declarou Pacheco.
“Portanto, nossa responsabilidade, enquanto Parlamento, é fazer modificações que sejam equilibradas, úteis e importantes, e que não sejam vulgarizadas ou banalizadas por uma vontade de minoria ou por interesses não republicanos ou paixões momentâneas que passam, e a lei fica”, acrescentou.

“O semipresidencialismo é uma ideia, mas são buscas de aprimoramento político no Brasil que eu considero interessante serem discutidas e serem definidas num futuro próximo”, declarou o presidente do SenadoIgo Estrela/Metrópoles

Presidente do Senado, Rodrigo PachecoJefferson Rudy/Agência Senado

Igo Estrela/Metrópoles

Rodrigo Pacheco, presidente do SenadoRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que considera discutir o semipresidencialismo no Brasil. No entanto, segundo ele, agora não é o momento para efetivar a mudança no sistema de governoRafaela Felicciano/Metrópoles

“O semipresidencialismo é uma ideia, mas são buscas de aprimoramento político no Brasil que eu considero interessante serem discutidas e serem definidas num futuro próximo”, declarou o presidente do SenadoIgo Estrela/Metrópoles
Ao ser questionado sobre o caso do PL da anistia, o presidente do Senado destacou que é prerrogativa dos parlamentares a apresentação de qualquer projeto, mas que é necessário ter responsabilidade ao aprovar as propostas.
Pacheco reiterou “que não pode, a qualquer sopro do vento, promover alterações legislativas significativas que às vezes momentaneamente sejam interessantes, mas que, numa visão de longo prazo, não são”.
“Então, é isso que eu prego: mais segurança jurídica através de uma grande responsabilidade legislativa e não alterarmos normas por qualquer sopro de vento”, disse.
Fonte: Metrópoles



