Justiça de Rondônia decide que cantor inocentado por feminicídio não será julgado

Decisão foi baseada nas provas mais recentes que descartaram a possibilidade de feminicídio. Cantor chegou a ser preso e acusado do crime, mas está solto desde setembro de 2021
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A Justiça de Rondônia decidiu que o cantor Cléverson Siebre não será julgado no Tribunal do Júri pela morte de Tatila Istela Portugal. O cantor chegou a ser preso e denunciado por feminicídio, mas provas recentes apontaram que a vítima cometeu suicídio e não foi assassinada.

A sentença de impronúncia foi expedida na terça-feira (8), pela 1ª Vara Criminal de Ariquemes (RO). E entende-se que não há provas suficientes para ele ir a julgamento, mas também não há provas suficientes para uma absolvição sumária, por enquanto.

A defesa de Cléverson informou que pretende recorrer pois quer uma absolvição sumária, o que não aconteceu nessa sentença.

Em setembro do último ano, o Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO) já havia se manifestado pela absolvição e soltura do réu, após apresentação das provas que descartaram a tese de feminicídio.

 

Reviravolta

Pouco mais de um ano depois da morte de Tátila e a prisão de Cléverson, a Polícia Federal concluiu os laudos feitos no celular da vítima. Mensagens de texto e áudio enviados por Tátila para algumas pessoas apontaram que ela possivelmente cometeu suicídio.

Após ter acesso às conversas do celular da vítima, o MP descobriu que, momentos antes de morrer, Tatila entrou em contato por WhatsApp com uma mulher chamada “Mãe Dora”. Na mensagem, Tatila escreveu que “não era capaz de suportar” e então se despediu.

Após ter a soltura declarada pela Justiça, o jovem falou ao g1 pela primeira vez sobre o caso e como foi ser preso injustamente.

“Eu vivi o luto dela diante de uma injustiça comigo. Eu pensava 24 horas nela. Dentro da cadeia, em uma cela 2x3m, sozinho, longe da minha família, amigos. A sensação foi de reviver o dia em que eu fui preso. Eu só pensava em mostrar que eu era inocente e que não poderia ter matado o amor da minha vida.”, revela.

 

Por Franciele do Vale

Fonte: G1/RO

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