FONTE: METROPOLES
A inflação do país em agosto fechou mais uma vez acima das expectativas do mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 0,87%, o maior para o mês desde 2000. Em julho, o indicador havia sido de 0,96%.
Por outro lado, o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,04%) foi o único com variação negativa, devido à queda de 0,43% nos itens de higiene pessoal. Os planos de saúde recuaram 0,10%.
Desde março, o índice só se distancia do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que é de 5,25%.
Para controlar a alta dos preços, o Banco Central elevou a taxa Selic, que regula os juros no país, de 4,25% para 5,25% ao ano. Com isso, a autoridade monetária busca transmitir mensagem mais dura para não desancorar as expectativas fiscais do ano que vem.
“As mudanças demoram até afetar a economia. A Selic mais alta desestimula a economia pelo canal de crédito e de expectativa. Se um comerciante, por exemplo, não acredita que aquela alta é temporária, ele regula seus preços pensando nisso. Existe uma ancoragem das expectativas”, afirmou ao Metrópoles a chefe de Economia da Rico Investimentos, Rachel de Sá.
INPC tem alta de 0,88% em agosto
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,88% em agosto, 0,14 p.p. abaixo do resultado de julho (1,02%). Em 12 meses o indicador acumula alta de 10,42%.
Os produtos alimentícios subiram 1,29% em agosto, ficando acima, portanto, do resultado de julho (0,66%). Já os não alimentícios tiveram alta de 0,75%, enquanto em julho haviam registrado 1,13%.
Todas as áreas registraram alta em agosto. O menor índice foi observado em Fortaleza (0,43%), onde pesaram as quedas nos preços do arroz (-2,81%), das carnes (-2,09%) e dos itens de higiene pessoal (-1,39%). Brasília registrou a maior variação (1,60%), influenciada pela gasolina (7,76%) e pela energia elétrica (3,67%).
IBGE retoma coleta presencial de preços
Em julho, o IBGE iniciou a retomada gradual da coleta presencial de preços em alguns estabelecimentos. Devido à pandemia da Covid-19, desde março do ano passado, a coleta vinha sendo realizada, exclusivamente, por outros meios, como em sites, por telefone ou e-mail.
O IPCA abrange as famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos, enquanto o INPC as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.



